sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quilombos e revoltas escravas no Brasil


J o ã o J o s é  R e i s/ Adaptado por  Graduado UTI,
Quilombos e revoltas escravas no Brasil

O s quilombos foram formados aos poucos cada vilarejo a te se formarem os maiores com de Palmares no estado de Alagoas, nesses Quilombos se abrigavam um serie de pessoas não apenas escravos eram fugitivos da lei, índios, soldados fora da lei, aventureiros etc.
Johan Nieuhoff, que visitou o Brasil na década de 1640 e escreveu que havia seis mil quilombolas nos “pequenos Palmairas”, cerca de oito mil nos “grandes Palmairas”, “além de muitos outros” em outros mocambos palmarinos. Na década de 1670, provavelmente para justificar diante da metrópole seu fracasso contra o quilombo, o governador de Pernambuco Pedro de Almeida estabeleceu a cifra de vinte mil. As mesmas razões podem ter levado um outro  governador, Francisco Brito, a declarar trinta mil (2). A admitir números tão altos teríamos de pensar onde estava todos quando Palmares caiu e o que lhes aconteceu posteriormente, pois entre mortos e capturados as fontes não ultrapassam a cifra de dois mil.
Foi um dos maiores berços da construção de cultura pois essa mistura social que ali se encontrava gerou um leque de culturas entre elas a mais conhecida a Capoeira através da necessidade de se defender dos opressores, as danças rituais que eram praticados na África também não são sufocados nos Quilombos.
O próprio termo quilombo derivaria de kilombo, uma sociedade iniciática de jovens guerreiros mbundu adotada pelos invasores jaga (ou imbangala), estes formados por gente de vários grupos étnicos desenraizada de suas comunidades. Esta instituição teria sido reinventada, embora não inteiramente reproduzida, pelos palmarinos para enfrentar um problema semelhante, de perda de raízes, deste lado do Atlântico. Teria sido de fato depois de Palmares que o termo quilombo se consagrou como definição de reduto de escravo fugido. Antes se dizia mocambo.
As várias comunidades palmarinas (Macaco, a capital, Subupira, Dambraganga, Tabocas, Osenga entre outras) resistiram quase cem anos, ao longo do século XVII, a várias expedições militares de Portugal e Holanda, desafiando duas potências mundiais da época. Macaco caiu em 1694 e seu líder, Zumbi, teria sido morto no ano seguinte, precisamente a 20 denovembro, sendo sua cabeça exposta em lugar público de Recife, para glorificar o feito e provar aos escravos que o líder palmarino não era imortal como acreditavam.
Ainda no século XIX no sudeste do Brasil entre São Paulo e Minas gerais existiam cerca 200mil quilombolas que tinha já sua economia porem ainda se existia muitos que roubavam porem os opressores viviam invadindo suas plantações e os roupavam também. Cinco ou mais negros fugitivos era considerado Quilombo.
Várias séries documentais, contou 56% de nagôs entre 1816 e 1850, proporção a que só chegaram realmente, e até ultrapassaram, durante a última década do tráfico. De qualquer forma, os angolas no Rio e os nagôs em Salvador representavam, durante a maior parte da primeira metade do século XIX, as grandes maiorias entre as nações africanas reconstituídas no Brasil. No entanto os nagôs baianos se levantaram em várias ocasiões e os angolas cariocas não (50).

 

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